O evento, que será realizado em Tubarão, nesta quarta-feira, (15/5), será voltado à alta direção das companhias e a profissionais do comércio exterior.

Tubarão recebe evento gratuito que mostrará como pequenas e médias empresas podem ingressar no comércio internacional

Indústrias de pequeno e médio portes de Tubarão e região que desejam ampliar as exportações ou ingressar no mercado internacional têm a oportunidade de conhecer os caminhos e debater o desafios na área em encontros gratuitos promovidos pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O evento, que será realizado em Tubarão, nesta quarta-feira, (15/5), será voltado à alta direção das companhias e a profissionais do comércio exterior. Nos encontros, as indústrias vão realizar um diagnóstico em que avaliam o grau de maturidade em que se encontram em relação à internacionalização. A partir daí, é possível estabelecer um plano de ação para apoiar a implementação de estratégias na área.

O encontro será das 18h às 21h, na unidade do Sesi (Avenida Marcolino Martins Cabral, 1744, Bairro Vila Moema). Entre as atividades, são realizados dois paineis: um deles vai abordar a inteligência de mercado como estratégia competitiva e o outro vai destacar as vantagens do Drawback, regime especial aduaneiro que pode ser utilizado tanto pelas empresas iniciantes na exportação, quanto pelas companhias com volumes expressivos. Com isso, é possível desonerar tributos, promovendo o aumento da competitividade na comercialização dos produtos. Conduzirão as palestras, Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, e Alexandre Martin, consultor em comércio exterior.

O evento integra o Programa de Internacionalização, lançado pela Fiesc em dezembro de 2018, com o objetivo de tornar as indústrias mais competitivas e prepará-las para as diversas possibilidades que o mercado internacional oferece, seja exportação, importação ou alianças para fazer frente aos concorrentes internacionais presentes no Brasil e no exterior.

Atualmente, 2,5 mil empresas catarinenses exportam, sendo que 1,4 mil delas são micro e pequenas. Estas, entretanto, respondem por apenas 2,5% do total (dados de 2018). Acessar o mercado internacional não é para qualquer um, é preciso competência e determinação. Mas também não é algo tão inacessível ou arriscado quanto alguns mitos podem fazer crer.

MITOS E VERDADES

MITO: O comércio exterior é extremamente burocrático.

VERDADE: Poderia ser menos, mas como participante da Organização Mundial do Comércio (OMC) o Brasil é signatário de acordo de facilitação de comércio internacional, tendo investido nos últimos anos na redução de burocracia e uso de ferramentas on-line. Há um portal único (Portal Siscomex) que simplifica a obtenção de autorizações, certificações, licenças e acesso às normas.

MITO: A habilitação no Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar) chama a atenção da Receita Federal, que aumenta a fiscalização na empresa.

VERDADE: O Radar é uma espécie de biografia fiscal da empresa. O simples ato de entrar com o CNPJ e aparecerem pendências (impostos devidos, por exemplo) faz o acesso ser bloqueado. Já a conclusão da habilitação não gera fiscalização, pois o propósito não é este. Auditorias da Receita são processos distintos da habilitação para o comércio exterior.

MITO: Participar de feiras ou missões é perda de tempo e dinheiro porque só se faz turismo.

VERDADE: É claro que depende do organizador. A FIESC realiza dezenas de missões por ano com programação detalhada, acompanhada por especialistas, que incluem visitas técnicas a fabricantes, portos e aeroportos, encontros com empresários e autoridades, conhecimento da legislação e outras atividades, além da participação das feiras em si, que é o objetivo central.

MITO: Achar que já é o melhor em seu mercado e que não precisa se internacionalizar.

VERDADE: Quando se sai do país é comum descobrir concorrentes que fazem melhor, pois hoje em dia a velocidade das informações é maior do que a capacidade de acompanhá-las. Fechar-se para o mundo pode resultar em graves dissabores logo à frente.

Assessoria de Imprensa

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