Ao G1, cantor fala que há muitos anos ‘números não estão muito à disposição’. Nesta sexta (14) e sábado (15), ele apresenta show com canções de Roberto Carlos em SP.

Nando Reis pediu “detalhes” de duas maneiras, mas não conseguiu. Um dos pedidos é que as empresas de streaming e gravadoras deem mais detalhes de seus números aos artistas. Para ele, as principais lutas dos autores são “sempre” pela transparência e pela manutenção dos direitos autorais.

Já em sua nova turnê, ele pediu autorização para cantar “Detalhes”, clássico de Roberto Carlos. O rei negou, mas Nando entendeu e aceitou. Em entrevista ao G1, ele falou do trabalho no palco, com músicas de Roberto. Também comentou a luta para abrir os dados do streaming.

“Não entendo que na era digital não exista um código ou qualquer coisa em que imediatamente se toque a música em qualquer lugar e vá pro autor aquilo que lhe é devido”, reclama.

Nando foi o quarto artista que mais arrecadou no streaming no Brasil em 2018, segundo o Ecad. Ele diz que aproveita a notoriedade e “alguma relevância” que seu trabalho tem para lutar por todos.

“Quando você deixa de pagar direitos autorais, você não está tirando dinheiro apenas de quem já ganha dinheiro, está tirando pouco de quem ganha pouco também”, defende.

Para Nando, o problema não nasceu com o streaming. “Há uma coisa muito estranha, desde gravadoras a escritórios de arrecadação, que esses números não estão muito à disposição. Essa cultura do ‘vocês não podem ter acesso a isso’ está errada”, afirma.

Questionado se essa prática de esconder os dados dos artistas acontece, a resposta vem uma risada. “Acontece. E muito. Há muitos anos”.

Na terça-feira (11), o cantor paulistano esteve no Senado defendendo os direitos autorais, ao lado de Frejat e Paula Lavigne, depois de o setor hoteleiro tentar emplacar o fim da cobrança do Ecad em quartos de motel e hotel.

“Por que um hotel, restaurante toca uma música? Toca, porque certamente faz parte da construção do seu ambiente para atrair pessoas”, defende. O cantor vê a proposta de lei como “absurda”.

“Seja lá se é um centavo ou um bilhão a questão do direito não pode ser usurpada”.

Fonte: G1.com

Posts Relacionados

WhatsApp chat
//]]>